sábado, 10 de abril de 2010

Futuro

Na última semana já escrevi dezenas de páginas nos meus cadernos. Escrever ajuda-me a ganhar perspectiva. Aliviar o que sinto. É disso que preciso, lidar com tudo o que se passou nos últimos 15 dias. Foram dificeis mas não têm que continuar a ser. Está nas minhas mãos, voltar a sorrir está nas minhas mãos. Já tenho tantos planos. Tantas coisas para fazer e investir.
Vou passear. Vou continuar a fazer o que me faz feliz. Não vou procurar escapes idiotas que me coloquem em situações complicadas. Vou passar a estar simplesmente sozinha. Chega de confusões. Talvez um dia voltes ou talvez não. O tempo. Tenho que aprender a viver o tempo sem ansiedade. Tudo se resolverá.

As relações entre as pessoas são dificeis mas não impossiveis. A vida será o que fizermos dela. O destino justifica os caminhos que encontramos mas não justifica a forma como agimos perante eles. Tivemos o livre-arbitrio e fizemos asneira. Não tem que continuar a ser assim, mas também já não tenho certezas.

Arrependo-me de ter dito o que disse, de te ter afastado. Não me arrependo de te ter tentado. Mereceste tudo o que te quis dar. A vida é curta. Não pode ser revivida. Amanhã podemos ambos não estar cá.

Já me mostraste o teu lado negro e não tenho medo de nenhum dos dois. Entendo-os compreendo-os. Aceito-os. Nenhum de nós sabe o que é o futuro. Um dia poderás voltar para mim. Um dia eu poderei não querer voltar para ti. Não sabemos o que é o futuro mas sabemos onde as nossas vontade nos levam. A minha neste momento levava-me para um qualquer caminho que vou construir mas que não sei o que quero incluir.

"Não interessa quem somos, mas traumas sempre deixam cicatrizes. Seguem-nos para casa. Mudam a nossa vida. Os traumas confudem-nos todos. Mas talvez seja para isso que servem para seguirmos em frente."- Alex Karev

Tinha razão as cicatrizes dizem-nos onde estivemos mas não para onde vamos.