quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Análise

Análise. Análise. O diagnóstico não está a ser aquele que esperei. Estamos a falhar.

O que quero

O que quero realmente? Comprar a casa e ter sucesso no emprego. Quanto ao resto apenas sei o que não quero.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Pelo tempo que durar

by Adriana Calcanhotto, Marisa Monte

Nada vai permanecer
No estado em que está
Eu só penso em ver você
Eu só quero te encontrar
Geleiras vão derreter
Estrelas vão se apagar
E eu pensando em ter você
Pelo tempo que durar
Coisas vão se transformar
Para desaparecer
E eu pensando em ficar
A vida a te transcorrer
E eu pensando em passar
Pela vida com você

Cansada

Cansada de ti. Não de ti como amigo. Mas de ti enquanto pessoa que tem impacto na minha vida. Estar ligada a ti traz-me problemas. Sempre problemas. Hoje mais um. O que mais virá? O que mais posso esperar de ti senão sempre o pior? As minhas expectativas sobre ti são constantemente frustadas. Todas. Das mais complexas às mais simples. Nunca estás à altura da ocasião. Sempre foste assim mas eu só descobri muito tarde? Vi eu uma pessoa que nunca existiu? Quem és tu? Não és certamente a pessoa por quem me apaixonei e amei. Não és certamente a minha promessa de felicidades. Sei que ninguém te conhece como eu. Esse conhecimento só me traz tristeza. Já não doi. É apenas um vazio e uma esperança que tudo corra bem. Sei que sairás da minha vida. Sei que vou dar a volta por cima. Sei que sou capaz. As contrariedades tornam as pessoas mais fortes. E eu sei que sou forte.

Aí a minha vidinha

No último mês muito mudou na minha vida. Trabalho novo e toda uma forma de viver nova, tudo parecia ir correr bem. Eu acreditava que iria. Entretanto as pedras no caminho: a compra da casa que não se realizou, a insuportável vida doméstica, o trabalho que ainda não me trouxe o que me prometeu e agora problemas de saúde. É deste último problema que me apetece escrever. Tudo começou na 1ª semana de Fevereiro episódios diários de refluxo gastrico que duravam dias a fio. Queimava o esófago e a boca. Tentei combater com anti-ácidos. Sem resultado. O desconforto era brutal. Na 2ª semana um belo resfriado ou rinite alérgica (who knows? Or who cares?). Que não se foi embora apesar dos esfoços. No final da 2ª semana a junção do refluxo e do resfriado levaram-me à urgência e à receita da praxe: antibiótico. Queria de tal maneira ficar boa que nem pensei duas vezes. E tomei o malfadado “bicho”. Melhorei do refluxo e da secura da boca mas não do resfriado. O antobiótico acabou e no dia seguinte cansaço e má disposição foram os primeiros sintomas. Ontem febre, dores no corpo e muito cansaço. E de repente a este quadro gripal juntam-se outros sintomas inesperados e mais preocupantes. Hospital das Descobertas. Pulmões ok. Sangue com um nível de leucócitos superior ao habitual. Nova análise. Médico perde análise e por isso decide passar mais dois antibióticos dizendo que isso mataria os “bichinhos” todos. O novos sintomas começavam a preocupar-me por serem anormais. Era preciso encontrar rapidamente o Gastroenterologista que afastasse o medo. Afinal os problemas gástricos sempre foram recorrentes. E o nariz continua a pingar. E agora até espirro. Resolução deste último problema adiado.
Mãe incansável, lá arranjou um sr. Dr. com os requisitos certos: experiente! Já bastava o Dr.º das Urgências... Não tenho nada contra os jovens como eu mas a arrogância da juventude pode trazer problemas. Vou ligar-lhe e explicar-lhe o diagnóstico.
Desconfiança
colite pseudomenbranosa. Lá fui eu. O Dr. não descarta a possibilidade mas estaria muito no início. Uma colite é de certeza. Pretende uma análise detalhada ao aparelho digestivo, após a recuperação. Agora medicamentos e dieta. Descanso. Acabou-se o leite, manteiga, açucar, gorduras, fruta, legumes, café, chocolate., etc. Pouco resta para quem tanto tem passeado em restaurantes.
É seguir tudo à risca para não agravar. Foi um aviso. Isto andava já a dar avisos! Cuidado como comes e o que comes!
O tratamento para o resfriado fica para depois. Quanto aos antibiótico só volto a tomá-los quando identificarem a causa do problema. Qual exactamente a bactéria! Acabou os antibióticos de largo espectro.
Vou continuar a pingar. A assoar-me 50 vezes por dia. Espirrar. Tossir. Quero-me de volta!
Obrigada por teres estado lá ao primeiro sinal de alerta.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Never say never

No penhasco

O meu nariz pinga. Os lenços de papel fazem-me companhia.
Sinto-me a despedaçar naquele penhasco que espreita lá em baixo.
Dizes-me que devo ter cuidado com as rochas escorregadias.
O único caminho que tenho para te encontrar é descer sem protecção.
É ver a vida no fio da navalha. É saber que apenas posso chegar lá abaixo se a sorte de facto proteger os audazes.
Serei eu audaz? Vivo um impasse.
Devo descer e esperar que tudo corra pelo melhor.
Devo desistir e ficar neste lugar abrigado.
Se não descer ficarei presa nesta montanha sem oxigénio.
Se descer poderei perder tudo.
Ou ganhar os raios de sol.
Estou a escorregar. Onde estás tu que me devias segurar?
Estarás mesmo aí sempre para mim?

Nobody said it was esay, Nobody ever said it will be that hard. We'll get back to the start.

I can't get it out of my head

Desde o almoço isto não me sai da cabeça....



É assim que me sinto...

Perto do céu

Ansiosa por ficar perto do céu.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

GRRR

Porque raio me confundes? Ganhas alguma coisa em causar-me instabilidade?

A amava B e agora está apaixonada por C

A amava B

B não amava assim A

A queria amar e viver para sempre com B

B tinha sérias dúvidas em aturar para sempre A

A sonhava

B ia comendo biscoitos por fora

A e B decidiram dar uma oportunidade ao amor

A continuava a amar muito B

B não amava muito A

Compraram casa e não se entenderam

A saiu de casa

B ficou em casa

A continuou a esforçar-se para amar

B nem por isso

A apaixonou-se por C

C estava apaixonado por D

B ia apaixonando-se por ai

A por imperativo do destino é obrigada a voltar a casa

B decide finalmente que A é a mulher da sua vida

A continua apaixonada por C

C talvez ainda esteja apaixonado por D, mas se não tiver planeia ir apaixonando-se por aí

A mais uma vez está fora de sintonia

B já pensa no plano alternativo

C vai andando por aí.

Resultado: A tem tendência para problemas e confusões. A sofre. A tem medo. A desespera.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Entusiasmo

Quando entusiasmo é arrefecido tende a fugir...
Será que alguém o aceita?
Pelos vistos não.

Lost

Tudo desaba. Sinto-me perdida. Tão perdida.
Onde estão as minhas certezas? Onde está a minha determinação?
Para onde foi tudo o que conheço e reconheço?
Nunca me senti tão só. Sozinha mas rodeada.
Se ao menos tu fosses o que eu preciso que sejas neste momento.
Se ao menos fosses a motivação que preciso.
Se ao menos eu tivesse certezas.
Mais um dia que acaba no silêncio. Têm sido vários nos últimos tempos.
Está a ficar frio.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

As tuas palavras

Leio-te mas não te entendo. Para quem falas? Para mim não é. Quem é o alvo constante das tuas interpelações?

Ácido e doce

Quando estou contigo tudo é perfeito, mesmo quando insistes em ser o anticlímax. Adoro conversar contigo, rir contigo e estar contigo. Quanto te beijo a respiração acelera estupidamente como se fosse um comboio desgovernado. São apenas shots de felicidade mas são feixes de luz que me permitem vislumbrar por breves momentos um caminho. Ao contrário de ti não consigo escrever aumentando o que sinto e as minhas palavras são mais que palavras, são intenções, desejos. Aqui podes realmente perceber-me.

Dizes que me estás a proteger para não me magoar. Reconheço a tua boa intenção mas já não vais a tempo. Já não há volta a dar. Vou estatelar-me ao comprido... Afinal essa é a tua natureza. Estás cá hoje, mas irás fugir. Sinto que estás a fazer-me avisos a dizer que isso está para breve. Mas a razão já não comanda as minhas acções...

Sinto que estou a ser constantemente testada. Testas a minha capacidade de controlo, de resistência, os meus sentimentos e a minha perseverança. Acima de tudo testas as minhas acções e reacções. Ácido e doce, nunca na mesma proporção. O que pretendes encontrar com esse jogo? Não há nada escondido. Tudo está à vista. Conseguirás tu ver? Será mesmo que tens todas as cartas na manga? Acho que ainda não te apercebeste mas não me assusto facilmente. Continuo a acreditar que por um motivo qualquer estúpido nunca serei feliz. Não por falta de desejo de encontrar a felicidade mas por medo. Este é o meu único medo. Mas se estiver errada? Prefiro uma felicidade que um dia acabe do que a inexistência de esperança. Tu representas o plano A que não terei. Tu dizes que a culpa é das feromonas... Já vi desculpas mais elaboradas. A nossa conversa foi interessante e franca, mas é difícil confrontar-me com a verdade dita pelos teus lábios. Não vou pensar no que fazer. Não tenho planos, nem estratégias, vou apenas deixar-me ir na corrente. Poderei ser arrastada para o mar ou isto poderá ser apenas uma cascata que escorre para uma lagoa calma.

Dizes-me que procuro estabilidade. Achas mesmo? Se fosse isso que procurasse achas que me encantaria por ti? Tens a tua quota de responsabilidade em tudo isto. Foste sedutor, presente e carinhoso. Foste tudo o que uma mulher quer. Sei que és sempre assim e que é comum as tuas amigas confundirem as coisas, aliás isso é tão comum que avisas logo. Eu avisei-te mas não acreditaste. Deixei-me seduzir não pelo que aparentas ser mas por quem escondes debaixo dessa capa. O que me fascina não é o suposto menino perfeito mas quem escondes nesse lugar inacessível. Aquele que não fala. Aquele que envia sinais constantes. É difícil decifrar-te. Fascinas-me e isso é o principal ingrediente para correr mal. É sempre assim. Tento sempre descobrir como decifrar o inatingível. E depois? Já vamos tarde demais. Pretendo os momentos e um dia de cada vez.

Defesa

Hoje quando cheguei a casa defendeste-te. Também o faria. Lamento mais uma vez. Sei que continuarei a magoar-te e irei magoar-me mas o passado também não foi diferente. Espero que no futuro ambos sejamos felizes com as nossas escolhas.


Não entendo o porquê de tudo isto. Não entendo as implicações e para onde vou.

E eu conheci-te a ti

Conseguimos quase tudo...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Insegurança

Insegurança